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AVALIANDO PARA PLANEJAR PARA ALUNOS E PROFESSORES

Por Escrito em: 23/05/2019
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Patrícia Cândido

Gestora da área pedagógica do Grupo Mathema

Ao pensar no planejamento da aula, o professor deve partir de algumas questões centrais:

  • Por onde começar?
  • Quem são meus alunos?
  • Sua postura é de quem desejaaprender ou de quem resiste? Ou são indiferentes?
  • Como vou conseguir criar um bom vínculo com eles?

Todo plano exige saber mais sobre os alunos com os quais se vai estar durante um certo período. Ao professor cabe pensar quais estratégias permitirão conhecer seus alunos e seu repertório, de tal forma que possa acompanhá-los  melhor e mais cuidadosamente no processo de aprendizado.

A partir desse ponto, o professor poderá orientar de maneira mais eficiente seu trabalho, que já nasce cheio de desejos, expectativas, inquietações, inseguranças e saberes.Esses saberes foram construídos a partir da história de vida de cada um, estão carregados das diferentes leituras e estudos de textos, das experiências como professor e como aluno, das influências dos grupos de amigos e família, do local onde se viveu e aprendeu.

Nesse contato com os diferentes saberes e com a realidade da escola, o professor pode sofrer choques e querer desistir dos seus planos, até mesmo dos seus sonhos e desejos. Se desistir, terá como opção apenas cumprir as atividades em datas marcadasMas se for persistente, poderá começar a planejar nos limites que a realidade lhe impõe, com a possibilidade de reconstruir o seu sonho. Isso significa pensar em atividades com significado para os seus alunos, levando em consideração conteúdos da matéria, do sujeito e as relações do grupo. Dessa forma, não existe planejamento sem avaliação, pois somente a partir dela é que o professor pode construir o seu planejamento.

Essa ferramenta organiza, orienta e delimita os caminhos a serem seguidos, mas sempre guiados pela avaliação feita do aluno, do professor, do espaço e do grupo. Por isso, nunca está pronto do começo ao fim. O que ele contém são hipóteses de encaminhamentos, com objetivos especificados, atividades, espaço, tempo e material necessário.

Ao avaliar o produto conquistado a partir desses encaminhamentos, o professor deve refletir sobre o que foi adequado, o que precisa ser mudado e replanejar a sua ação.

Olhando para esse pequeno texto vejo, como diz Gimeno Sacristán, que “apesar da avaliação ser uma exigência institucional, o modo de realizá-la e seu conteúdo ficam totalmente nas mãos do professor”.

O professor , mesmo em um âmbito fechado como a escola, pode ter e tem autonomia para tomar decisões como as descritas anteriormente e até mesmo para pensar sobre o que é que vale nota, o que é essencial, quando avaliar e outros.

O uso que se fará da avaliação e do planejamento e as relações possíveis entre os dois estarão sempre fortemente ligados à formação do professor e à concepção de ensino-aprendizagem, que o professor deve sondar para conhecer o seu aluno e auxiliá-lo.

Só dá para pensar nesse tipo de plano quando tenho o modelo de avaliação formativa.

 

Referências bibliográficas

Sacristán, J. Gimeno, Gómez, A. L. Pérez.

Compreender e transformar o ensino.

Porto Alegre: Artmed, 2000

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