Mathema Mathema

BNCC e Educação Infantil

Por Escrito em: 27/08/2021
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O que você sabe sobre BNCC e a Educação Infantil? Saber o que a Base Nacional Comum Curricular fala sobre a Educação Infantil é fundamental para entender quais práticas pedagógicas contribuem para uma melhor aprendizagem das crianças.

Mesmo estando ancorada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, a BNCC tem gerado um importante movimento de atualização dos sistemas, escolas e profissionais, que passaram a revisar e estabelecer seus currículos para a Educação Infantil, demandando muito estudo e empenho por parte dos envolvidos, em especial porque traz novas perspectivas curriculares e uma maior especificidade do trabalho com as diferentes faixas etárias dessa etapa: bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas, configurando um avanço em relação ao próprio Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.

Neste artigo, mostramos qual é a perspectiva da BNCC sobre a Educação Infantil e muito mais. Acompanhe!

Qual a perspectiva da BNCC sobre a Educação Infantil?

A BNCC defende a garantia do equilíbrio entre as aprendizagens iniciadas pelas crianças e as atividades intencionalmente planejadas. Nesse sentido, o professor é o responsável por organizar o ambiente, os espaços e os materiais, a fim de facilitar e orientar a aprendizagem.

Para isso, é importante que construa-se vínculos profundos e estáveis, ou seja, ele precisa assumir uma postura responsiva, realizando uma escuta atenta do grupo e de cada criança, sem abrir mão das estratégias de observação e registro que consideram o interesse e as necessidades das crianças.

Com isso em mente, podemos afirmar que a Educação Infantil não separa o cuidado e a educação. Ela cumpre seu maior objetivo: ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades das crianças, sendo complementar à ação da família, já que diversifica e consolida novas aprendizagens.

De acordo com as DCNEI, em seu artigo 9º, “os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização”.

O que a BNCC fala sobre a criança, o aprendizado e o ensino?

Entender a criança na sua totalidade e complexidade é um dos aspectos mais importantes que você precisa saber para compreender o que efetivamente a BNCC estabelece como perspectiva curricular.

No texto da BNCC encontramos uma referência importante na definição de criança estabelecida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (2009):

Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura”.

Com base nessa definição, a BNCC entende que a criança é ativa em seu próprio processo de desenvolvimento e aprendizagem. Isso significa que ela é observadora, questionadora, ou seja, uma pequena “cientista” que a todo momento levanta suas próprias hipóteses, faz conclusões e julgamentos, ao mesmo tempo que assimila valores, construindo conhecimentos de uma forma muito própria que envolve sua ação, sua atividade no mundo físico e social, sua forma peculiar de construir ideias e expressá-las por meio das diversas linguagens que permeiam o ser criança e o período de infância.

Nesse sentido, entendemos que as crianças são competentes para aprender a partir de sua curiosidade inata pelo mundo que a cerca, levando-as a explorar, desde muito cedo, seu entorno (pessoas, materiais, espaços e fenômenos naturais e artificiais) e, com isso, estabelecer novas conexões e criar teorias a respeito de tudo, mas sempre a partir de suas vivências e experiências.

Ao considerar que a criança é ativa e protagonista do seu processo de aprendizagem, as práticas de ensino precisam, inevitavelmente, ser revistas. O professor passa a não ser aquele que detém todo o saber, por outro lado, é ele que garante espaço, materiais, interações e tempo para que a aprendizagem aconteça e, acima de tudo, se propõe a aprender com as crianças.

Por isso, a BNCC da Educação Infantil nos leva a repensar todos esses processos fundamentais da escola e, em especial, a intencionalidade educativa, que pressupõe o desenvolvimento de propostas de organização e proposição de experiências das e para as crianças.

Como se dá a organização curricular na BNCC?

Nesse momento, é fundamental entender a criança, em seu protagonismo, viver o dia a dia como uma continuidade de experiências que acontecem sem pausas, desde o momento em que chegam à escola até a hora em que voltam para casa. Tudo para a criança é experiência.

Segundo a BNCC, os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural.

A definição e denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a serem propiciados às crianças e associados às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de experiências em que se organiza a BNCC são:

  • o eu, o outro e o nós;
  • corpo, gestos e movimentos;
  • traços, sons,cores e formas;
  • escuta, fala, pensamento e imaginação;
  • espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

O Programa Ciranda é uma proposta para a Educação Infantil de Última Geração totalmente alinhado à BNCC. Destinado para crianças de 2 a 5 anos, ele incentiva que todo lugar é lugar de aprender. O programa traz a criança para o centro do processo de aprendizagem, promovendo vivências que a instiga a aprender brincando, experimentando e respeitando o seu direito de ser criança.

 

Quer saber mais sobre o Ciranda? Entre em contato conosco!

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